Reforço nas medidas para evitar entrada da gripe aviária no Brasil

O avanço dos casos de gripe aviária pelo mundo levou o Ministério da Agricultura a reforçar as medidas para evitar que a doença chegue ao Brasil, que é livre da enfermidade. Ontem, a Pasta informou que solicitou aos órgãos estaduais de defesa sanitária animal que intensifiquem a vigilância em estabelecimentos avícolas para prevenir a entrada do vírus da Influenza Aviária no país.

Entre as medidas tomadas até agora, conforme nota técnica do departamento de saúde animal do ministério, está a "proibição da entrada de aves oriundas de países onde está presente a doença e o maior rigor dos requisitos para a importação de material genético de aves".

O ministério também informou que desde o dia 26 de dezembro suspendeu as importações de material genético, como aves vivas e pintos de um dia, além de animais ornamentais e de companhia do Chile, em decorrência de casos da doença constatados no país. Ontem, aliás, o Chile confirmou o diagnóstico da doença em uma segunda granja de perus.

Conforme o acordo sanitário firmado entre Brasil e Chile, um país têm autonomia para suspender automaticamente a importação de produtos de origem animal vindos do outro caso se constate ocorrências de doenças animais.

O ministério também alertou os Estados para que façam vigilância epidemiológica em todos os sítios (locais) de aves migratórias reconhecidos pelo departamento. Conforme a Pasta, existem 20 sítios de monitoramento da entrada das aves migratórias no território brasileiro. Eles estão localizados na Bahia, no Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e São Paulo.

Para impedir a entrada da gripe aviária no país, o ministério também vai aumentar a fiscalização em todo os portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas.

Pelo menos 197 espécies de aves podem migrar. Desse total, 53% (104 espécies) se reproduzem no Brasil e 47% (93 espécies) têm seus sítios de reprodução em outros países, segundo o ministério.

A influenza aviária é uma doença exótica no Brasil, nunca detectada nos plantéis avícolas nacionais. Por isso, segundo o ministério, "é fundamental que todos envolvidos na criação de aves mantenham um estado permanente de atenção e vigilância, para que os casos suspeitos possam ser imediatamente investigados pelo Serviço Veterinário Oficial".

Por Cristiano Zaia | De Brasília

Fonte : Valor

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