CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PRÊMIO MELHORA LEILÕES DE TRIGO

 

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    Na primeira rodada de leilões de trigo com novo valor de partida de prêmio, a procura pelo produto ganhou outro ritmo, ficando maior. Ontem, todas as 100 mil toneladas colocadas à disposição para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) no Rio Grande do Sul foram negociadas.
    – Isso é basicamente resultado do aumento do prêmio. Quanto maior for, maior é a atração dos compradores para o sistema. O prêmio recebido anteriormente não pagava o frete – avalia Giuliano Ferronato, presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias.
    Nesta semana, atendendo parcialmente ao pedido feito por entidades do setor – que solicitavam R$ 266 por tonelada –, o governo ampliou para R$ 244 o valor de partida do prêmio – no leilão anterior, havia sido de R$ 208. Como houve disputa, a quantia acabou ficando em R$ 225,50.
    – Era isso que estava faltando para fazer os leilões rodarem mais – afirma Hamilton Jardim, presidente da Comissão de Trigo da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    No Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), 29,6 mil toneladas foram adquiridas por uma trading, das 30 mil toneladas oferecidas. Essa foi a quinta operação envolvendo o cereal e tem como objetivo mexer com mercado, que ficou muito ruim para o produtor. Com uma colheita farta e de qualidade, o agricultor viu os negócios ficarem estagnados e o preço cair para menos do mínimo, R$ 38,65.
    O cálculo feito é de que o Rio Grande do Sul precisa escoar 700 mil toneladas até fevereiro, quando milho e trigo começam a ganhar preferência nas negociações. Ontem, mais dois leilões foram marcados para a quarta-feira, dia 25. Serão 72 mil toneladas para Pepro e 18 mil toneladas de PEP no RS.
    Nesta primeira etapa, o governo aplicou R$ 150 milhões para operar esses mecanismos de comercialização. Um novo aporte, de mais R$ 100 milhões, será feito para que mais leilões ocorram. Ferronato avalia que o governo poderá ceder e indicar um valor de prêmio de R$ 266, como o solicitado. Seria um importante passo na tentativa de dar a sacudida que o mercado precisa.

  • UM POUCO MENOR

    A reboque do menor volume produzido, as exportações brasileiras de tabaco encolheram em 2016. A redução não chega a ser significativa: foi de 2,87% em receita e 6,52% em volume (veja arte). Ainda assim, o país manteve o posto de maior exportador mundial – responde por cerca de 30% das vendas mundiais.
    – Já trabalhávamos com essa perspectiva de redução. Encomendamos duas pesquisas à Price (PwC) e ambas apontavam isso. Inclusive com perspectiva de queda entre 6% e 10% – afirma Iro Schünke, presidente do SindiTabaco.
    A safra 2015/2016 sentiu os efeitos do El Niño. O excesso de chuva acabou impactando e provocando queda de 20% na colheita. Por isso já se trabalhava com a hipótese de uma exportação menor.
    O preço, acrescenta Schünke, tem relação com o destino da exportação. O maior comprador do tabaco brasileiro continua sendo a União Europeia, que levou 41% do volume embarcado no ano passado.
    Outro importante cliente, a China foi na contramão do resultado geral. Não reduziu a importação. Manteve a quantidade adquirida e ainda pagou mais: a receita cresceu 6%.
    As definições sobre como serão as vendas neste ano devem sair um pouco mais adiante. A maior parte dos negócios costuma ser definida entre março e abril. Novas pesquisas serão realizadas, para que a indústria possa tirar a temperatura. Mas como a safra promete ser maior do que a do ciclo passado, a tendência é de que os negócios acompanhem.

  • PRIMEIRA VENDA DA CESA

    Com a homologação nesta semana do acordo trabalhista fechado com o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais do Estado (Sagers), a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) começará uma corrida contra o tempo para colocar à venda suas unidades. A projeção é usar o dinheiro para começar a fazer o pagamento das parcelas da negociação.
    – Nos próximos 60 dias, devemos estar colocando à venda a primeira unidade – estima Carlos Kercher, presidente da Cesa.
    Pelos prazos estabelecidos pela Justiça, a companhia tem 30 dias após a homologação para começar a pagar os 30% a serem incorporados nos salários. E 90 dias para dar início ao pagamento do acordo, referente a uma ação do piso da categoria. Pelo acerto, serão pagos 40% dos R$ 272 milhões previstos, a serem quitados em 72 vezes.
    Estão na lista inicial das unidades a serem vendidas as de Santa Rosa, Júlio de Castilhos, Cruz Alta, Nova Prata, Passo Fundo e Santa Bárbara. As quatro primeiras estão atualmente arrendadas.

  • NO RADAR

    A Fecoagro apresenta hoje, em reunião com a Embrapa, os resultados do trabalho de racionalização e potencial produtivo visando à exportação do trigo. A federação defende a diversificação da produção, com parte do cultivo voltado ao mercado externo.

  • MAIS ENXUTA E COM PARCERIAS

    Ao fazer o lançamento de uma das feiras de ovinos mais importantes e tradicionais do Estado, a Feovelha, de Pinheiro Machado, o presidente do sindicato rural, Gabriel Camacho, disse que neste ano o apoio dos patrocinadores foi essencial.
    – Foi um esforço que fizemos para não deixar a Feovelha morrer. Enxugamos bastante as despesas – afirma Camacho, reduzindo para a metade o custo de R$ 500 mil.
    Com um dia a menos, a Feovelha, que começa no próximo dia 26, ficará focada nos negócios, sem shows.
    Até o momento, quase 2 mil animais já foram inscritos para os leilões, segundo Camacho, que projeta uma diminuição da oferta, mas valorização das médias. Jarbas Knorr, presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado, diz que, por ora, ainda não é possível falar em médias maiores. O quilo do cordeiro é negociado entre R$ 6 e R$ 6,20.
    – Nos açougues, no entanto, o quilo é vendido a R$ 20, R$ 23. Me preocupa essa grande diferença entre o que o produtor recebe e o que o consumidor paga – afirma.

  • SERÁ ASSINADA DURANTE A FEOVELHA A PORTARIA QUE IMPLEMENTA O PROGRAMA DE CONTROLE DOS JAVALIS. SERÃO TRÊS PONTOS PRINCIPAIS: CADASTRO DOS CONTROLADORES (CAÇADORES), REGULAMENTAÇÃO DO TRANSPORTE DA CARNE DOS ANIMAIS ABATIDOS E COLETA DE SANGUE PARA EXAMES.

    Fonte : Zero Hora

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